
Escrevo no presente para que no futuro todos me possam lembrar como uma pessoa presente. Para que todas as gerações tenham a oportunidade de ler as minhas palavras, as palavras que deixo presentes, pois não as levarei comigo... as palavras que sobreviveram ao fogo que o tempo e dor provocaram na minha vida.
Deixo presente toda a magoa que hoje encaro como um sorriso, quero deixar aqui também a imortalidade destas minhas palavras e cartas, que tanto me fizeram bem escrever, cartas que escrevi com amor, com receio, com paixão, fúria e desilusão...
Para todos o que não me conhecem em pessoa, baseiem-se nas minhas palavras, nas palavras de uma tola que chora, briga, grita e sorri.
Em tudo o que escrevo deixo sempre um bocadinho de mim, em palavras doces e outras vezes amargas e dolorosas vos dei a conhecer parte do meu coração, da minha forma de ser e sentimentos e agora, apenas vos peço que os respeitem e lhe dêem o devido valor, sem me julgar.
Só me resta dizer adeus ao mundo, pois partirei para bem longe daqui, para um sitio impossível de alcançar, impossível de imaginar. Partirei para o paraíso.
Adeus mundo cruel.
ps- Voltarei a escrever as cartas propostas, obviamente que não deixarei de publicar textos cujo o tema não tenha a ver com as cartas.
ps- Voltarei a escrever as cartas propostas, obviamente que não deixarei de publicar textos cujo o tema não tenha a ver com as cartas.
