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4.1.14

eu, ele e a nossa felicidade... Tão simples

3 ♥

 A descrição que te faço é muito diferente de há uns tempos para cá. Desde o primeiro dia eu deveria saber que as pessoas mudam e os sentimentos também. Mas o dito amor é mais forte que tudo isso e gosta de nos sacrificar a tanto. Não há palavras para aquilo que faz de ti quem és, as principais qualidades desapareceram e eu mantive-me sempre firme, tal como sou.
 «O tempo tudo cura»
 Senti-me sempre mais forte que tu e nunca calcada pela tua forma de ser, eu sempre mereci melhor mesmo quando pensava que o meu melhor estava em ti. Eu errei quando me apaixonei por ti, errei quando chorei por te perder, mas o meu maior erro foi achar durante muito tempo que tu e eu éramos como uma folha do mesmo galho, sempre ligados por algo. Agora a única coisa que nos une é a memória.
 Hoje recuperei tudo e sinto-me orgulhosa de mim. Fui capaz de sorrir para a vida até que alguém sorriu para mim. Orgulho-me de ter tido estofo para conquistar alguém assim e da maneira que o fiz. Foi tudo tão natural. Não há sentimento tão natural como o amor que nasce não sei onde, vem não sei como e permanece por razões desconhecidas.
 Sinto-me eu e não há nada que se compare a isto.
 Sou eu, ele e a nossa felicidade, assim, de uma forma tão simples...

13.5.13

semi-terminado.

0 ♥
Penso somente se algum dia valerá a pena voltar a pegar na caneta e terminar no papel aquilo que há muito terminou na vida real.

26.3.13

13

0 ♥

Lembro-me vagamente das nossas tardes na praia. Das memórias que tenho, se as juntasse, apenas conseguiria formar um dia, dos tantos que passamos.
Já não me recordo do teu cheiro e carinho. Não me lembro de te pronunciar como «meu», mas também não tenho saudades tuas.
Desde que partiste de dentro de mim a minha respiração voltou ao normal, e desde ai não se alterou mais. Encontrei estabilidade, algo que há algum tempo eu já não tinha na minha vida, não por tua culpa. Eu insistia em lutar contra o destino, e ele encarregou-se de me ferir mais e mais por cada vez que teimei desobedecer-lhe. Tomei a liberdade de dar outro rumo ao sentimento e ele acabou por se extinguir, tal como o teu, e desde aí o céu passou a ser mais estrelado e o sorriso brilhou com mais intensidade.
Voltei a dar oportunidade ao coração de falar e calei mais uma vez o cérebro, simplesmente porque sei que as palavras são mais doces assim e o real é visto de outra forma. Sou alguém diferente, muito diferente de ti, mais diferente que antes. Tão diferente que desta vez já não se diz «os oposto atraem-se».

28.7.12

8 ♥

Não, eu não posso desistir. Não posso desistir de mim, não posso deixar para trás tudo o que tenho apenas para lutar pelo que desejo. 
Eu não posso continuar nisto, não posso continuar assim, não consigo viver neste mundo onde choro por quem nunca me mereceu. Sim, atrevo-me a dizer que não me mereces, atrevo-me a dizer que faço falta na tua vida, sem mim, tu és mais um que não sabe o que procura, um daqueles que quer tudo e para tudo precisa de diversidade. Eu dava-te tudo, saciava-te a fome, juntos éramos um. Disse bem, nós éramos um, nós fomos felizes, mas agora... agora é tudo diferente, o único pedaço que parece prestar sou eu, tornaste-te numa pessoa que há tempos descreveste como nojenta. Chega. De minha parte é tudo. Não te vou chamar à razão, não vou dizer o que deves fazer, de facto já nem de mim queres saber e eu... eu tenho tudo para ser feliz, aliás, eu apenas preciso da minha dignidade e sorriso para conquistar tudo o que preciso.
 Desisti. Lembra-te, já não estou cá para tudo e quando bateres com a cabeça pode ser tarde demais. Se isso não chegar a acontecer e se continuares com esta vida que levas apenas te posso dizer «boa sorte, não sou rapariga para ti.»

18.5.12

Rei da noite.

16 ♥

Ouço o Tic Tac soar por entre as paredes do meu quarto, a minha única reacção é aconchegar-me aos cobertores. Já sei o que vai acontecer a seguir e tenho medo do quão bom pode ser quando me invadires ao som das doze badaladas.
 O sangue ferve e o meu coração explode. Desta vez não pode ser assim, não posso permitir que me invadas assim, não posso deixar que te deleites no poder das doze badalas. 
 O relógio continua anunciando suavemente as doze badaladas e eu apenas peço que desta vez não me invadas e que não te transformes no rei da minha noite.

14.5.12

magoa...

5 ♥

Eu sei que magoa e que doí, mas de cada vez que entro em casa faço questão de olhar para tudo o que te pertence, para tudo o que era nosso, faço questão de manter tudo como estava antes e o meu quarto continua repleto de coisas tuas e nossas.
 Faço questão de adorar cada pedaço que deixaste não só em casa como em mim. 
 O meu coração palpita com tanta força que parece que vai saltar e incontrolavelmente  solta-se uma lágrima no meu rosto que escorre até cair na calçada que um dia pisamos juntos, onde um dia sorrimos e fizemos de nós um só. A cada dia que passa consigo dar cada vez mais valor ao primeiro dia em que me beijas-te, eu lembro-me de tudo, de todas as palavras tontas e carinhosas que me disseste. As recordações estão bem presentes em mim, o que me faz ter saudades das brincadeiras, das conversas, dos teus braços que me envolviam e me apertavam o coração, faz-me sentir saudades de todas as tuas sinceras palavras e do suave toque dos teus lábios. 
 Eu sei que jurei a mim mesma não voltar a escrever, pelo menos directamente para ti, mas não o consegui cumprir e sabes que mais? O caderno onde guardo todos os meus textos, aquele que só tu e eu conhecemos, esta repleto de cartas, cartas dirigidas a ti. A ti que dizes já não me amar... 

10.5.12

Talvez seja este o meu lugar, talvez não.

11 ♥

Nem todas as lágrimas se fazem ver nos meus olhos. Afinal nem toda a minha força vinha de ti.  Nem tudo o que me vai no coração é visível aos teus olhos e agora, que já não me olhas nos olhos eu posso omitir tudo o que sinto e sorrir, com aquele meu falso sorriso que conquista a alma dos que não me conhecem. 
 Entrei numa rua, já cá tinha estado antes, é sinistra, escura e pouca coisa tem. Mas a verdade é que o facto de esta nova rua não ter quase nada me magoa menos do que a anterior onde habitava, cheia de recordações, onde tudo era antigo e passado, onde tudo era comum aos meus olhos, rua onde o meu coração divagava durante noites frias e longas. 
 A cada passo que dou sinto que algo me prende a esta nova rua. «Talvez deva mudar-me de vez, talvez seja este o meu lugar.» Os pensamentos invadem-me a alma e eu que aqui me encontro indefesa, não lhes consigo fugir, deixo-me levar por eles, deixo que eles falem com o coração e com o destino que ainda está por desvendar. 

23.4.12

e tu...; e eu...

14 ♥


Com o teu olhar fiz a minha noite, as ondas com os teus cabelos com o teu sorriso deixei-me levar, pela noite que corria... Ainda cedo temia que tudo pudesse acontecer mas os teus braços protegeram-me e aconchegaram-me em noites frias, sem saber o que me esperava continuei na minha pura e ingénua felicidade. Deixei-me levar pela noite um dia desenhada por mim, em dias revelei-me a tua ''menina'',mostrei o quão querida e sincera eu era, em noites mostrei-te tudo o que havia para conhecer em mim, no meu coração e entreguei-me a ti.
 Em tempos sonhei ser ''a princesa'' do castelo que com toda a tua coragem pus como defesa à beira mar... deixei-me proteger por ti e apenas tu existias, eras único na minha vida. Nunca tinha pensado que uma ''onda mais forte'' pudesse levar-te e destruir-me, nunca pensei que algo pudesse quebrar as nossas mãos unidas e que um dia tu partirias e te transformarias numa outra pessoa. 
 Contigo voei sem asas, caminhei por ti dias e noites, chorei e sorri, foi por ti que sempre lutei e foi por ti também que nunca desisti de mim antes. Foi por ti que muita coisa aconteceu, foi contigo que muito se revelou e transformou. Foi contigo e isso nunca ninguém conseguirá apagar das nossas mentes e do meu coração, foste tu que me levaste a sítios jamais visitados, foste tu o único que me deixou assim e eu não te culpa de nada, nem nunca te culparei porque tu... tu és tu e não há nada que te defina a ti e a toda essa tua forma de ser. Porque tu.. tu és um ser complexo, e inexplicavelmente diferente dos outros. E eu... eu sou aquela que embora igual a todas as outras tenho toda a força do mundo.  

21.4.12

Tiz, onde estás tu?

13 ♥

Já tentei exprimir-me, de facto tentei-o várias vezes e falhei. Peço desculpa por isso e por tudo. 
 Já tentei fugir dos sonhos e dos pensamentos que correm na minha cabeça. Tentei ver para além do meu reflexo no espelho, mas não encontro nada dentro de mim, estou e sinto um vazio por dentro. 
 Procuro-me e enquanto o faço, perco-me. Perco-me e assim me deixo andar, perdida em mim, no meio do tanto que fui, sou e no tanto que ainda tenho para descobrir em mim.
 Na verdade acostumei-me a isto, à dor da tua ausência, habituei-me a falsos sorrisos e gargalhadas forçadas quase perfeitas. Agora limito-me a tentar suportar o meu peso, levando comigo um sorriso no rosto, levando comigo tudo aquilo que me resta e que nunca ninguém me vai conseguir tirar. 
 Eu levo-me e deixo-me levar na brisa que corre e na chuva que caí, não importa o quanto é difícil, o quanto magoa, já não importa o quão fria a realidade possa ser (...) aqui estou eu, perdida de tanto caminhar, sem rumo, sem sentido, desejando que todas estas nuvens voem e que este frio e pesado tempo passe, para que melhores tempos possam vir.
 Mas a verdade... a verdade é que sinto a tua falta, amigo.

13.4.12

dia 13.

3 ♥

Eu pensei numa coisa em grande, eu pensei em muita coisa, pensei em mundos. No mundo que se perdeu, no que desmoronou e no que se diz cada vez melhor. Pensei em ti e pensei em mim. Pensei em nós, mas de que vale esse pensamento? 
 Tenho os olhos borratados, mais uma vez lavados com as lágrimas que escondi de ti, no meu rosto transparecem noites mal dormidas e uma magoa de saudade. Os meus dedos já nada sentem pois deixaste de existir para eles. A minha cabeça já em pouco pensa e o meu coração palpita com tanta força e tanta dor que por vezes me faz cair. A minha melhor companhia tornou-se realmente a solidão de um quarto vazio onde apenas existe um pedaço de papel e um lápis, onde a musica escorre pelas paredes e me faz sentir cada vez mais pequena e frágil. 
 Continuo a procura do que me deixou para trás, mas será que valerá a pena? Será que vale a pena manter todas as cartas escritas na minha memória e deixar no coração todos aqueles momentos de sorrisos, de lágrimas, de prazer e satisfação? será que vale a pena acreditar em mim e no que sinto?
 Será que tudo irá terminar mesmo assim, sem uma segunda chance, sem uma segunda tentativa, sem mais um beijo e carinho, sem mais nenhuma troca de olhares, sem qualquer tipo de contacto?
 Preciso de ti e do que provocaste em mim, eu desejo-te e sinto que és todo o melhor de mim, mas ao mesmo tempo tu magoaste-me, fragilizaste-me e não cumpriste aquilo em que me fizeste acreditar. Mas quem ama perdoa e aqui estou eu mais uma vez a perdoar-te e a perguntar-me se realmente devo continuar a escrever para ti.... sabes? tu estás de tal maneira diferente que por vezes tenho medo de já não te conhecer, de errar enquanto escrevo e de te magoar quando a minha única intenção é que me 'ouças'. Tenho medo, como nunca tive em toda a minha vida.
Aqui estou eu mais uma vez a viajar por entre as memórias dos últimos 14 meses.

6.4.12

verdade.

10 ♥

 A verdade é que já fugi demasiadas vezes a este assunto e que o facto de não te ter anda a dar cabo de mim. O medo apoderou-se de mim e agora já não existe um nós, já não existem os teus lábios nos meus nem as tuas mãos a percorrerem lentamente os meu braços em gesto carinhoso, já não existem segredos nem o teu peito contra o meu. A verdade é que me entreguei a ti como nunca tinha feito antes, amei-te como nunca ninguém tinha merecido que o fizesse, dei-te tudo e contentei-me com apenas a tua presença e acabei por deixar tudo para trás. Na verdade sinto falta das poucas vezes que me chamas-te ''princesa'' porque essa era a palavra que me fazia sentir realmente especial, a palavra que me levava onde querias, a palavra que punha o meu coração nas tuas mãos e que muitas poucas vezes tu usas-te. 
 Sinto saudades de todas as vezes em que me puxaste pela mão num incentivo de carinho e até mesmo de quando me mordias o lábio inferior no incentivo de um sorriso de retribuição. Sinto saudades de quando me embalavas no teu colo e de quando me imploravas que sorrisse. Eu já não sabia viver sem o brilho do teu olhar, sem a tua musica e sem as tuas manias, já não sabia viver sem pensar nos teus sonhos e no quanto gostava de os presenciar.
  Agora tudo é diferente e até hoje nunca me arrependi de nada do que disse e fiz porque sei que era isso que eu queria e sentia naquele momento, sei muito bem que provavelmente ninguém me amará o tanto ou mais do que aquilo que tu me amaste e que a culpa disto foi minha, do meu feitio, eu tenho consciência disso e tu já me conheces o suficientemente bem para saber que não irei descansar enquanto não mudar, mas também espero que saibas que eu não fui a única a errar, ambos erramos. Acredita que se algo começasse agora tudo seria diferente, porque eu aprendi mesmo muito contigo e com o facto de reconhecer os meus erros.
 Eu tenho levantado a cabeça e suportado todo o peso do meu corpo sozinha, mas sabes? eu não me importo com os quantos me viraram as costas e já não se importam.

2.4.12

Terça-Feira.

1 ♥


 Existem momentos em que as palavras fogem e a duvida persiste, a resposta não é suficiente e sentimos-nos inseguros, perdidos. 
 Quando toda a gente me diz o contrario daquilo que sinto, quando todos distorcem as tuas palavras... Eu deixo de ter noção do mundo, deixo de saber como realmente és e deixo de saber interpretar o que em tempos me mostraste sobre ti. O que em tempos foi mágico e maravilhoso e talvez por tudo o que se passou único, por a tua própria pessoa ser inexplicavelmente única e sedutora, atraente e convincente. Eu não sei que palavras tuas usar, será que algum dia me irás entender?
 Eu acredito no que me dizes, mais do que qualquer outra coisa, mas será mesmo isso o mais correcto? será que me dizes a verdade ou apenas não me queres ver derrotada, despedaçada, a desistir de tudo? Será que tudo isto é uma certeza ou será mesmo uma incerteza? Talvez o ''nunca'' seja demasiado forte para dizer que um ano como o passado não possa ser revivido, não possa voltar. Talvez o sentimento possa voltar da mesma maneira que se foi. Talvez nós dois precisemos mesmo um do outro, mais tarde. 
 Como posso eu desistir de uma pessoa que deixou ''uma porta aberta'', uma pessoa que me tornou mais crescida e que mesmo com uma separação me fez aprender bastante? Posso eu desistir de alguém que me disse que eu era capaz de tudo? como posso desistir da pessoa a quem chamo de amor e não tem ninguém que me substitua? Talvez para ti a substituição seja mais fácil mas acredita que muito dificilmente alguém conseguirá ser o que tu foste e és para mim, acredito que seja difícil voltares a sentir o mesmo por alguém e sabes porque? Eu já te conhecia demasiado bem e sei que nunca te entregas a quem não te ama de verdade. 
 Eu conheço-te de várias maneiras e adoro-te de todas elas e sei que todas elas também me adoraram em tempos e por isso é tão difícil para mim interpretar e engolir tudo isto. Sabes eu sou uma caixinha de surpresas e embora tu aches que me dá prazer escrever isto estas enganado, eu sinto-me mal por escrever isto, escrevo por necessidade, desespero. Estou mal ao ponto que nunca estive, mas olha para mim lá em cima, estou a chorar? claro que não e sabes porque? Porque TU ensinaste-me a sorrir mesmo quando as lágrimas se apoderam de mim, tu não gostavas de me ver a chorar.
 Lamento tudo o que escrevo, pois de cada vez que escrevo sobre este assunto sinto que erro mais um pouco mas tu sabes que a escrita é a melhor amiga que eu nunca tive.

29.3.12

Desculpa-me...

15 ♥

  Bem, eu pensei em escrever uma história, pensei em escrever mil e uma coisas bonitas sobre mim e sobre ti, sobre o anterior e sobre o que agora mudou, as diferenças e o quanto é bom poder ver-te, sentir-te (embora não da mesma maneira) e abraçar-te. Pensei em termina-la com uma ''lição de moral'' mas sabes? eu não sou a melhor pessoa para as dar e por isso antes de tudo o que acabei de dizer eu tenho que pedir desculpa...
  Embora sempre me tenhas dito que a culpa não foi minha e que nunca tinha errado eu sei que o fiz, sei que errei. Ao contrário do que as pessoas me diziam eu continuava a pensar e repensar, continuava, continuo a desculpar tudo e apercebi-me de que eu te devo pedidos de desculpa. Devo-te pedidos de desculpa pelos meus ciumes, pelo meu feitio e de certa parte pela minha maneira de ser. Devo-te desculpas por todas as vezes em que amuei e fiz birras, por todas as vezes que fui arrogante e pouco carinhosa, devo-te desculpas por todos os erros que agora foram reconhecidos por mim. Eu pus o orgulho de parte e não me interessa mais, eu tenho de mudar não apenas por ti e porque te amo, o que é bem verdade, mas sim porque eu quero continuar a crescer e corrigir os meus erros. Vou começar por me tornar uma pessoa menos ciumenta, não só em relação a ti mas sim a absolutamente tudo, vou por birras de parte e agir com garra porque eu quero mudar. Vou recuperar-me, ou melhor, vou tornar-me no que quero e no que é melhor e só depois poderei continuar esta ''dolorosa'' conquista, só depois de me mudar poderei sentir-me realmente pronta para partir para a conquista, para recuperar o que me faz feliz, o que me dá vontades e me faz acreditar nos sonhos. Partir a conquista do que realmente sinto falta. Desculpa-me ser uma ''desilusão'', desculpa-me ser assim, desculpa-me por tudo o que ainda tem hipóteses de ser ''remediado'', pode já não ir a tempo mas eu vou fazê-lo a mesma, prometo.

24.3.12

24.03.2012

25 ♥
 
Eu queria poder dizer que por vezes me sinto mal, mas a verdade é que esse ''por vezes'' é um pouco mais que isso, é um pouco mais que por vezes, é um sempre. Um sempre sem o ''para'' atrás, porque esse só cria expectativas, só destrói relações e desfaz sorrisos.
 Eu só me sinto bem quando escrevo o teu nome, quando falo em ti e quando me riu daquilo que em tempos me dizias e que mesmo hoje anda presente dentro de mim, como se fosse hoje. Continuas a ser a única pessoa que me faz sorrir. 
 Os meus dias não têm sido nada fáceis, passo o dia a sorrir, no entanto com maus pressentimentos, com lágrimas escondidas e o pior de tudo sem a mesma garra para encarar obstáculos e por vezes até mesmo sem garra para as minhas merecidas vitórias. Já cheguei a pensar se tudo foi verdade, se tu existes mesmo pois sinto-me como quando me acordam na parte melhor de um sonho, sinto-me assim já a muitos dias, mas com um pouco mais de angustia. Deixei de saber o que te dizer, também já não preciso de procurar palavras pois deixaste de falar, de pronunciar o meu nome e a palavra ''adoro-te''. Por vezes chego até mesmo a pensar se mereces quando repito sucessivamente a palavra ''amo-te'' mesmo quando não estás por perto, penso se mereces as 24h que passas dentro de mim e tudo aquilo que faço por ti.

21.3.12

3 ♥
 

Poderia dizer ''olá'' e acabar este texto com um ''gosto muito de ti'', mas para que? Para sofrer e transparecer tudo aquilo que quero fechar a sete chaves? para sentir que todo o tempo gasto a escrever para ti fora uma mera perda de tempo porque não irás ler nada? Chega.
 Eu encontro-me aqui com a lágrima no canto do olho, pronta a cair. Derrotada. Despedaçada. Sem sonhos e sem vontades. Encontro-me vazia. Sem nada no meio do tudo. Estou sem forças, pronta a cair de joelhos. Odeio tudo a minha volta. Já não acredito em mim nem nos meus sonhos. Nunca mais voltei a dizer ''eu sou capaz e fui mesmo''. Ando desgastada. Com dores.
 Eu não me encontro dentro de mim, apenas sei que existo porque quando me olho ao espelho vejo alguém, um alguém despedaçado e horrível. O que vai em mim resume-se apenas a meras palavras sem qualquer significado. Deixei de acreditar em todos, menos em ti. Já não sei se acredito em mim e no quanto eu tenho para ser feliz, talvez porque me falta a base. 
 Eu estou mal, por vezes tenho dificuldades em abrir os olhos, mas olha para mim, estou a sorrir, com aquele sorriso de criança inocente e será assim que continuarei, a sorrir.
 O sorriso pode ser forçado por agora, mas acredita que um dia os meus lábios vão voltar a apanhar-lhe o jeito e o coração irá recompor-se com a palavra saudade.
 O ''destrói-me, constrói-me'' acabou.
 Com isto não digo que desistirei de ti, porque isso não irá acontecer, pelo menos não tão cedo. Apenas quero e tenho de mudar a minha atitude pois não tenho mais condições para continuar assim.

18.3.12

#2

7 ♥
 

Voltei a acordar desfeita, mas desta vez poupei a maquilhagem do dia anterior e o desgosto de me olhar ao espelho logo ao acordar. Simplesmente levantei depois de uma longa noite, numa das quais tu voltaste a aparecer e eu voltei a chamar por ti. Uma das noites em que desesperei, em que sonhei desaparecer contigo e tu disseste que não me levarias contigo, que jamais me levarias no coração e quando finalmente eu te fiz ver que tudo isso era mentira e que tu realmente me querias o despertador tocou e eu não cheguei a sentir os teu lábios nos meus, mais uma vez desesperei.
 Dormi de puxo pois tinha a certeza que não iria querer tomar banho nem vestir algo mais para além da camisola com que dormi, a camisola do dia anterior e com umas calças quais queres que estavam na minha gaveta.
 Encontrava-me de novo desfeita, mas pelo menos desta vez consegui encontrar-me dentro de mim o que para mim já era bastante bom, bastante reconfortante por saber que eu ainda existia. Enchi a caneca do leite, mas desta vez decidi aquece-la para que não voltasse a ter hipótese de comparar aquela caneca a minha triste situação. Voltei para a cama e no meio de toda aquela confusão em que se encontravam os meus lençóis e cobertores eu encontrei o teu gorro, aquele que levará para um frio acampamento de inverno, o gorro com que eu dormi durante 3 noites e com o qual eu passei os 4 longos dias. 
 Peguei no papel e comecei a escrever, mas desta vez sem lágrimas pois elas apenas apagariam tudo aquilo que tinha escrito para trás apenas transformariam as coisas boas em coisas más, apenas fariam de mim mais uma derrotada, mais um ''vitima''. O texto tornou-se extenso e eu decidi não o terminar pois independentemente de tudo aquilo que eu escrevesse nunca chegava para descrever tudo aquilo que vivemos, tudo aquilo que éramos, olhei para o presente e fiz o que nunca se faz, comparei o passado ao presente e conclui que neste momento era capaz de dizer tudo aquilo que somos em apenas uma frase, achas justo?

15.3.12

O amor nasce não sei onde, vem não sei como e doí não sei porquê.

4 ♥


 Um pouco atordoada. Despenteada, diria até mesmo cheia de ''rastas'' devido aos cabelos longos que me passavam o meio das costas todos engelhados, os olhos estavam disfarçados com a maquilhagem do dia anterior e eu não me importava com o quão horrível eu estava... Foi assim que acordei e sem querer assim fiquei durante todo o dia.
 Simplesmente levantei-me e sem dar importância ao quanto mal eu estava enchi uma tigela de cereais com leite, apenas porque tinha de ser. Com a primeira colherada reparei que o leite estava gelado, como eu detestava e como também eu estava naquela manhã, tal como tudo parecia estar na minha vida, gelado até mesmo quase congelado.
 -Hoje vou ficar de pijama, hoje não vou sair daqui.
 Talvez não tivesse sido realmente a melhor escolha. Mergulhei pelas memórias, pelas fotografia e o pior de tudo foi que mesmo sabendo que estarias aqui sempre que fosse preciso eu continuei pensando que tudo seria um fim, que tudo iria terminar, que nada mais iria acontecer, que tudo iria ser esquecido tal como o ''Nós'' que se perdeu ao longo do tempo, tal como tudo o resto quando estamos juntos, simplesmente iria perder-se. Eu seria a primeira a perder-me e a ultima a encontrar-me.
 Lavei a cara com as lágrimas que me escorriam lentamente, tinha a certeza que embora eu ali estivesse pensando em ti, como sempre aconteceu, tu jamais te lembrarias de mim jamais estarias a pensar no que passou e no que já não vem. Tu não estarias a pensar nas promessa quebradas e nas coisas que tínhamos para fazer, nunca na vida estarias como eu, cheia de interrogações, cheia de tudo e no entanto vazia por dentro. As lágrimas caiam cada vez mais e por mais que eu dissesse ''PÁRA'' elas não obedeciam e continuavam, continuaram até manchar papeis escritos por ti, até me fazerem implorar, até eu prometer que não voltaria a chorar. Sabes o que aconteceu depois da promessa? Fui pela primeira vez como tu e não a consegui cumprir apenas porque tu repetias sucessivamente as tais palavras que enquanto repetidas me destruíam mais uma bocadinho, mas não importa porque um dia eu serei tão ou mais forte que tu.
O que não mata torna-nos mais fortes.

12.3.12

selvagem.

2 ♥

Era ainda bem pequenina quando comecei a sonhar contigo, quando te via nos meus sonhos.
 Eras mais alto do que eu, corrias atrás de mim e salvavas-me de todos aqueles que me queriam fazer mal, sonhava também que um dia me acordarias com um beijo, como aconteceu com a branca de neve. Sonhava ser uma princesa entre todas as outras raparigas, a Cinderela que perde o sapatinho para conseguir chegar a casa a meia noite, ter-te sempre no outro dia pronto a calçar-me o sapatinho que só a mim me servia por ter o pé tão pequenino.
 Sonhava ser linda e perfeita, tal como tu. Sonhava ter um mundo cor de rosa, mas até tu próprio dizes que apenas tenho um pouco de pocahontas dentro de mim. É verdade, o meu espírito selvagem, a minha postura e atitude selvagem sempre te despertaram um certo interesse em mim, o meu a vontade e por vezes intimides juntamente com o teu sorriso e 'profundez' fazia de nós felizes... dávamos ao nosso mundo a cor que nos apetecia, conforme a sincronia dos nosso corações, fazíamos o mundo girar consoante o nosso brilho.
 Tu movias o meu mundo e até chegaste a por-me no centro do teu, mas como por ''milagre'' tudo isto desapareceu e agora aqui estou eu, confusa com as tuas indecisões, preocupada com o amanha, tentando fazer um hoje melhor que o ontem, tentado não chorar sempre que olho para o placar do meu quarto com todos aqueles papeis escritos por ti, os papeis que manifestam carinho e amor.
Não faz sentido tu palpitas dentro de mim e eu sei que ainda palpito dentro de ti, eu ouvi o teu coração acelerar quando me encostei ao teu peito com lágrimas escorrendo pelo olhos, senti a tua mão agarrar-me depois de um beijo, eu senti-te preocupado e triste, eu senti-te como antes te sentia, como sempre te senti. Simplesmente senti-te mais uma vez a entrar dentro de mim.

25.2.12

Doze badaladas.

16 ♥



O grande e delicado relógio proclama agora as doze badaladas, a meia noite fria e brusca corre-me nas veias e ao fundo apenas consigo observar a tua silhueta fazendo todos aqueles movimentos que sempre me fizeram sorrir. Apareces por entre a sombra dos meus sonhos e tornaste o rei da noite. Para ti a meia noite tornou-se um ciclo vicioso, do qual jamais irás sair.
O teu poder torna-se excedente e faz com que nem eu própria controle os meus sonhos, deleitas-te no prazer do fogo que percorre em mim e eu entrego-me a ti.
 Tens todo o poder, aquele que a madruga exerce sobre ti, ao qual eu jamais irei conseguir fugir, o tal que me prende e não me deixa viajar pelo vazio da noite, o vazio que preenches com a tua persistência e com o teu intenso perfume, esse tal que já esta entranhado nas minhas veias, o qual se tornou um vicio, um desejo para mim. Sinto-me presa nos teus braços, apenas tu és capaz de me fazer sentir assim, desta maneira, apenas tu és capaz de invadir assim a noite, a minha noite, a noite pela qual anseio durante todo o dia, apenas para que me invadas quando o relógio der docemente as doze badaladas, apenas para te sentir mais uma vez como o rei da noite.

19.2.12

Uma carta para a pessoa de que sentes mais saudades.

9 ♥




Boa noite querido,

 Bem, eu sei que tu sempre quiseste ler aquela pequena parte da minha escrita que sempre escondi de toda a gente, mesmo dos desconhecidos eu escondi textos, histórias, vitórias e ressentimentos que sempre desejei não ter.
 Pois bem, eu acho que me sinto preparada para te mostrar alguns textos escondidos, algumas partes do meu diário, eu sinto-me preparada para mostrar aquele pouco do meu ser escondido, parte do meu pensamento, sofrimento, a minha maneira de ser.
Embora esteja preparada para mostrar tudo isto não me sinto a vontade para falar sobre certos assuntos escritos, não me sinto preparada para falar sobre certos ódios, sobre poucos sofrimentos e infelizmente não tenho coragem de dizer tudo aquilo que escrevo.
 Tu sabes o quando eu gosto de escrever e durante toda a vida eu guardei todos os meus textos comigo, no meu coração e para que ninguém os visse, rasgava e sem pena deitava-os ao lixo. Arrependo-me muito disso, pois hoje desejaria recordar momentos da minha vida pela minha escrita e até mesmo ver a evolução desta. Mas como sempre fui fraca, não fui capaz de os guardar ou mostrar a alguém para que me compreende-se melhor e deixei que o tempo os levasse.
 Sempre mostrei muito aquilo que sentia e talvez por vezes me tenha aproveitado um pouco disso para mostrar a pessoa que não sou, para me mostrar forte, e quando digo forte digo rancorosa, bruta, sem dó nem piedade, e consegui passar essa imagem a muita gente que de facto não me conhecia, consegui mostrar que nada me magoava, que de facto nunca chorava e por causa de toda essa minha falsidade deixei que brincassem com os meus sentimentos, coisa que tu vieste mudar na minha vida. Fizeste-me sem duvida crescer e olhar o mundo a minha volta, ver o quanto as pessoas eram diferentes, fizeste-me ver que embora eu fosse fraca, trapalhona, sentimental e me baseasse na escrita para viver tu não deixarias de gostar de mim, e quando tudo isso se fez ver por entre as milhares falsidades do meu ser eu mudei, eu passei a mostrar um pouco mais de mim, passei a mostrar o quanto querida eu posso ser quando sinto amor e carinho, tendo algumas recaídas quando sinto que houveram coisas que mudaram a mais, quando sinto que mostro demasiado o meu ser, e por ter medo de sofrer vivamente sem mascaras eu renego-me e volto a entrar na falsidade das mascaras e tu voltas a fazer-me ver que nem todas as mascaras nos tapam totalmente a cara.
 Com os mais ternos beijos deixo-te as minhas cartas e textos, Tiz.